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ciência da aprendizagem na Educação Infantil

Como praticar a ciência da aprendizagem no Ensino Infantil?

Saiba como aplicar os princípios da ciência da aprendizagem na Educação Infantil e o que isso significa para a prática pedagógica das escolas.

Por Equipe Verbum —

Como praticar a ciência da aprendizagem no Ensino Infantil?

Guia prático para coordenadores e professores que querem levar os princípios da neurociência para crianças do Ensino Infantil.

ciência da aprendizagem na educaçao infantilFalar sobre neurociência e ciência da aprendizagem, na teoria, pode parecer simples. Afinal, conceitos como a atenção, a memória, a emoção e o desenvolvimento já estão presentes no dia a dia dos educadores.

Mas o desafio real encontra-se noutro lugar: o que uma professora ou um professor da Educação Infantil faz, de forma prática, com esse conhecimento quando entra na sala de aula? Essa é a pergunta a que este artigo responde.

A seguir, você entenderá como os princípios da aprendizagem podem ser aplicados na Educação Infantil e como a Coleção Germinar, desenvolvida pela Verbum, já incorpora essa abordagem na sua prática pedagógica. Confira!

Por que a Educação Infantil merece atenção?

A ciência da aprendizagem não funciona da mesma forma em todas as faixas etárias. O cérebro de uma criança de cinco anos aprende de maneira diferente do cérebro de um adolescente de 14 anos.

Na faixa etária da Educação Infantil, três características definem como a aprendizagem acontece:

O pensamento ainda é predominantemente concreto: crianças de quatro a seis anos compreendem o mundo por meio do toque, da experimentação e da observação. Os conceitos abstratos precisam ser exemplificados em experiências físicas e sensoriais para fazerem sentido.

A atenção é mais curta e seletiva: crianças dessa idade conseguem manter o foco numa atividade por períodos de 10 a 15 minutos, no máximo. Isso não é uma limitação, mas sim uma característica do desenvolvimento humano nesta fase.

A emoção e o vínculo são pré-requisitos: antes de qualquer estratégia de ensino, a criança precisa de se sentir segura e conectada ao adulto à sua frente. Sem esse vínculo, nenhuma metodologia funciona plenamente.

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Como aplicar a ciência da aprendizagem na Educação Infantil, na prática?

Entender como a atenção, a memória, o movimento e a regulação emocional influenciam a aprendizagem é importante, mas esses conhecimentos ganham real valor pedagógico quando orientam decisões concretas na sala de aula.

Na Educação Infantil, isso significa criar experiências adequadas ao desenvolvimento das crianças, que despertem o interesse, favoreçam a exploração e fortaleçam os vínculos de confiança.

A seguir, veja como alguns princípios da ciência da aprendizagem podem ser incorporados à rotina da sua escola:

1. Conquistar e manter o foco

Para desenvolver o foco, a criança precisa direcionar a sua atenção ao que está a acontecer no momento. Isso não significa, porém, exigir longos períodos de concentração estática; em vez disso, o educador pode estimular esse engajamento por meio de atividades dinâmicas.

Na sala de aula:

Comece despertando a curiosidade: uma pergunta inesperada, um objeto escondido, uma história ou um personagem com um problema para resolver podem criar um motivo para a criança prestar atenção.

Alterne as formas de participação: momentos de escuta podem ser combinados com movimento, brincadeira, conversa, desenho e exploração. Assim, a criança não precisa de permanecer passiva durante toda a experiência.

Crie rituais de abertura: o uso de músicas ou de perguntas de acolhida marca a transição entre os momentos da rotina. O ganho reside na previsibilidade e na consistência, o que auxilia o cérebro da criança a entender que aquele é um momento de maior atenção.

2. Aprender fazendo, e não apenas ouvindo

Ouvir as explicações do professor faz parte da aprendizagem, mas, entre crianças de quatro a seis anos, essa não deve ser a única forma de contato com o conhecimento.

O artigo “Effects of movement behaviors on preschoolers’ cognition: a systematic review of randomized controlled trials”, por exemplo, destaca como o movimento corporal impacta positivamente a cognição, uma vez que as atividades motoras exigem e estimulam a atenção, a inibição e as funções executivas.

Na sala de aula:

Use materiais concretos para introduzir conceitos: massinha, formas, objetos cotidianos e elementos da natureza, como água e areia, permitem que a criança observe relações que permaneceriam abstratas se apresentadas apenas numa explicação oral.

Integre o movimento ao conteúdo: contar enquanto se movimenta, representar formas com o corpo ou percorrer um espaço para organizar objetos são maneiras de unir a experiência corporal ao objetivo pedagógico. A metodologia da Verbum, por exemplo, promove o desenvolvimento cognitivo, psicomotor e físico de forma integrada.

Crie oportunidades de interação: trabalhar em duplas ou em pequenos grupos permite que as crianças expliquem o que fizeram, escutem outras possibilidades e construam soluções em conjunto.

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3. Transformar o erro em oportunidade

O feedback imediato de uma ação é, para as crianças, um dos fatores mais importantes para a consolidação da aprendizagem. Contudo, para elas, a forma como este retorno é dado importa tanto quanto o conteúdo.

Nesta faixa etária, o sistema emocional ainda está em desenvolvimento. Isso significa que a criança é muito sensível ao tom de voz, à expressão facial e à forma como o adulto reage ao seu erro.

Na sala de aula:

Mostre caminhos em vez de apenas indicar o erro: em vez de dizer “está errado, tente novamente”, o professor pode propor: “Você tentou desse jeito. Mas vamos ver o que acontece se fizermos de outra forma?”. Assim, a correção continua a existir, mas vem acompanhada de orientação.

Inclua pequenas perguntas de autoavaliação: “Como fez?”, “Qual parte foi mais difícil?” ou “O que mudaria?” ajudam a criança a começar a observar e a dar atenção ao seu próprio processo de aprendizagem.

Valorize estratégias e a persistência: o elogio pode ser mais formativo quando incide sobre o que a criança fez. Dizer “Você continuou a tentar até encontrar outra maneira” comunica mais sobre o processo do que um simples “Você é muito inteligente”.

4. Ajudar o cérebro infantil a fixar o que aprendeu

Ter contato com um conteúdo uma única vez não significa que ele permanecerá disponível na memória da criança. Por esse motivo, é importante oferecer oportunidades para que ela tente recuperar aquilo que já foi ensinado.

No artigo “Fostering retention of word learning: The number of training sessions children retrieve words positively relates to posttraining retention”, há um estudo que acompanhou crianças de quatro a seis anos durante a aprendizagem de novas palavras. Observou-se que as palavras repetidas em mais sessões tinham maior probabilidade de serem recordadas pelos estudantes um mês depois.

Na sala de aula:

Retome conceitos sem repetir exatamente a mesma atividade: uma ideia trabalhada numa história pode voltar alguns dias depois numa brincadeira, numa conversa, num desenho ou numa situação cotidiana.

Peça que a criança mostre o que lembra: no final de uma experiência, a criança pode contar para um colega, desenhar, representar com o corpo ou responder a uma pergunta simples. Isso também ajuda o professor a perceber o que foi apreendido e o que necessita de mais aulas.

Priorize o descanso da criança: uma análise publicada em 2025 encontrou benefícios do sono diurno para a consolidação da memória na primeira infância, inclusive entre crianças em idade pré-escolar.

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5. Entender o vínculo como o fundamento de tudo

Nenhuma das práticas acima funciona sem um pré-requisito que a ciência da aprendizagem e a tradição cristã confirmam com clareza: o vínculo afetivo entre o professor e o aluno.

O cérebro infantil aprende em estados de segurança emocional. Portanto, uma criança que confia no professor à sua frente tem o seu sistema nervoso em condições muito mais favoráveis para ter atenção e curiosidade.

Na sala de aula:

Conheça e observe cada criança: saber o seu nome, perceber mudanças de comportamento e compreender quando ela precisa de ajuda fortalece a relação construída no cotidiano.

Seja previsível nas orientações: quando as regras e as respostas do adulto mudam a todo o momento, a criança tem mais dificuldade em compreender o que se espera dela.

Acolha sem retirar o desafio: dizer “Eu vou ajudá-lo a tentar novamente” não significa entregar a resposta, mas demonstra a segurança de que a criança precisa para continuar a aprender.

Para uma escola católica, esse cuidado encontra também referência na forma como Jesus acolhia as crianças: “Deixem vir a mim as crianças e não as impeçam” (Marcos 10:14).

Essa passagem traz uma dimensão espiritual de acolhimento e valorização. A ciência da aprendizagem, por outro lado, demonstra que relações positivas e interações de qualidade são fundamentais para o pleno desenvolvimento e o sucesso da aprendizagem infantil.

Por mais que sejam perspetivas diferentes, ambas ajudam a sustentar uma prática educativa que considera a criança de forma integral.

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O que a Verbum oferece para a Educação Infantil?

Agora que você já conhece algumas maneiras de introduzir a ciência da aprendizagem na sua escola católica, o próximo passo é ter os materiais e as ferramentas que ajudem os profissionais da sua instituição a aplicar essa abordagem nas salas de aula.

A Coleção Germinar da Verbum foi desenvolvida com os princípios da ciência da aprendizagem como base, respeitando o funcionamento do cérebro infantil e integrando o desenvolvimento cognitivo, socioemocional, físico, psicomotor e espiritual de forma coerente e progressiva.

Além do material didático, a Verbum oferece formação contínua para professores, assessoria de aprendizagem e soluções digitais — ferramentas que permitem acompanhar de perto o desenvolvimento individual de cada aluno para tomar decisões pedagógicas com mais precisão.

Quer conhecer como a Verbum pode apoiar a prática pedagógica da sua escola na Educação Infantil? Entre em contato com a nossa equipa de consultores e saiba mais!

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